RSS

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Fim do Mundo?

2012 - O fim do Mundo?

Sem dúvida, o homem moderno tem muito conhecimento e um horizonte amplo. Por exemplo, sabemos da fragilidade de nosso pequeno planeta e como ele gira no espaço... Preocupamo-nos com a poluição ambiental e com maneiras de evitar doenças. Mesmo assim, sentimo-nos ameaçados e temos medo daquilo que nos parece sinistro ou obscuro, de grandes mudanças e surpresas negativas. Tememos ser atropelados pelos acontecimentos...

Será que em 2012 devemos esperar por uma acúmulo de catástrofes inimagináveis? Terremotos, mega-erupções solares, tsunamis, tornados, impactos de meteoros, uma colisão com o misterioso planeta Nibiru, deslocamento dos polos magnéticos terrestres... Haverá constelações extraordinárias e alinhamentos de planetas fora do comum quando nosso sistema solar cruzar o “Equador galáctico”, liberando muita energia cósmica? Haverá um colapso do tempo? Uma nova e superior esfera de consciência? Ou: será que as experiências do acelerador de partículas de Genebra provocarão um buraco negro em 2012, desencadeando o fim do mundo e tragando as pessoas para o abismo?

Esse medo coletivo latente é usado e abusado pelos cineastas, autores e repórteres: fala-se do malfadado calendário maia com seus 13 ciclos Baktun e de antigos hieróglifos egípcios, de oráculos romanos e de visões de pajés dos habitantes primitivos dos Estados Unidos como os Hopi e Cherokee, o antiquíssimo i-ching chinês entra em pauta juntamente com misteriosos desenhos rupestres... Nostradamus obviamente não pode faltar, como também não pode faltar uma pitada de profecia “bíblica” dos profetas Ezequiel e Zacarias, misturada com visões apocalípticas. Para completar, os que amam teorias conspiratórias (lamentavelmente, inclusive cristãos) esquentam o clima com suas idéias de dominação mundial e com especulações sobre os tempos finais (veja Jeremias 10.2). Infelizmente, com suas explicações aleatórias e arbitrárias eles difamam e diluem a seriedade e a veracidade da profecia bíblica!

Mas a Bíblia, hoje propagada e disponível no mundo todo, fornece informações claras e precisas. É ali, na própria Bíblia, que encontramos os verdadeiros guardiões da revelação divina. Ela é a única fonte de informação e orientação digna de confiança (veja 2 Pedro 1.19-21).

As profecias bíblicas não nos deixam na mão. Elas são bem mais do que um anúncio prévio de coisas que irão acontecer ou a proclamação de juízos apocalípticos. O mais importante que a Bíblia tem a dizer sobre o futuro é anunciar a volta de Jesus, o Rei do Universo. Na Sua primeira vinda Ele veio como Salvador de cada um de nós e pagou o preço dessa salvação com Sua própria vida. Agora Ele espera pacientemente pela resposta das pessoas. Mas apenas até que o prazo esteja esgotado! “Então, se verá o Filho do Homem vindo numa nuvem, com poder e grande glória” (Lc 21.27).

Desde o nascimento de Jesus muitos povos outrora grandes e poderosos já desapareceram – restaram apenas as sombras de sua glória passada em museus e ruínas como as pirâmides egípcias, o Coliseu romano, a Acrópole grega, Machu Pichu no Peru ou os restos de templos maias no México. Entre esses povos havia somente superstição e idolatria. Mas a Bíblia fala do centro verdadeiro e legítimo de nossa adoração, que é igualmente Aquele que dá sentido à nossa existência pessoal: Jesus Cristo!

Quando Ele vier, será como terrível Juiz para você? Ou como o tão esperado Salvador? Vivemos em um mundo maduro para o juízo. Se o Deus da Bíblia existe de fato, então as coisas não poderão continuar assim por muito tempo. Mas será que não há mais esperança? A situação do mundo é sem saída?

Jesus Cristo veio para morrer pelos seus pecados. Ele ressuscitou dentre os mortos para garantir sua salvação. A Bíblia conclama homens e mulheres a darem meia-volta, da desobediência para a obediência a Deus, e promete perdão dos pecados a todo aquele que crer nEle (veja 2 Crônicas 7.13-14).

Um dia haverá, sim, um acúmulo de catástrofes inimagináveis; porém, não será o fim do mundo mas as “dores de parto” prenunciando a volta do Messias, Jesus (Lucas 21.25-26). “Vede que ninguém vos engane! Vigiai!” (Mateus 24.4; Marcos 13.5,37). Quando Cristo voltar, Ele virá para você como Salvador ou como Juiz? (Reinhold Federolf -)

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

O que eu preciso fazer para ser salvo?



Esta é uma pergunta que tem sido feita por muitas pessoas, muitos acreditam que fazer sacrifícios, penitências, cumprir rituais religiosos e outras coisas do gênero poderão garantir a salvação.

A Bíblia nos mostra que a salvação é pela graça de Deus, mediante a fé em Jesus Cristo. Está fé está expressa em crermos que Jesus Cristo é o filho de Deus, que morreu na cruz em nosso lugar, que ressuscitou, vive e voltará em breve para nos levar para o céu.

No livro de Atos dos Apóstolos 16: 29 – 31 encontramos uma resposta bem direta para esta pergunta:

O carcereiro pediu luz, entrou correndo e, trêmulo, prostrou-se diante de Paulo e Silas. Então levou-os para fora e perguntou: “Senhores, que devo fazer para ser salvo?”

Eles responderam: “Creia no Senhor Jesus, e serão salvos, você e os de sua casa”.

Ensino semelhante encontra-se no evangelho de João 3.16:

Porque Deus tanto amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.

Fica claro então que para ser salvo basta crer em Jesus, contudo há muitas confusões quanto ao que é crer em Jesus, pois muitos confundem crer com acreditar e não é isso que a Bíblia defende.

Outro erro comum é imaginar que não precisamos fazer nada, pois o ato de crer não nos impõe nenhuma responsabilidade. Este também não é o padrão bíblico para quem exerce sua fé em Jesus Cristo.

Mas então o que é crer em Jesus?

Portanto, crer em Jesus não é um gesto da boca para fora, implica em mudança de vida e total submissão à palavra de Deus, só assim poderemos afirmar que cremos em Jesus e verdadeiramente seremos salvos.

Citações bíblicas: NVI – Nova Versão Internacional

Bíblia: A palavra de Deus



Apesar de ser o livro mais lido e conhecido do mundo, muitas pessoas tem dúvidas sobre a Bíblia. Ela de fato é a palavra de Deus? Conheça um pouco deste livro que poderá mudar a sua vida.

O que significa Bíblia?

A palavra Bíblia deriva do grego bíblion, que significa "conjunto de livros". Ao todo são 66 livros, sendo 39 do Antigo Testamento (antiga aliança) e 27 do Novo Testamento (nova aliança).

Quem escreveu a Bíblia?

Aproximadamente 40 homens escreveram os 66 livros da Bíblia, contudo, a Bíblia tem um único autor intelectual que foi o Espírito Santo de Deus. Significa dizer que os autores dos livros não escreveram aquilo que queriam, mas o que Deus queria que eles escrevessem. No Segundo livro de Timóteo, Paulo diz que a Escritura (bíblia) é divinamente inspirada, portanto, ela é a palavra de Deus para o homem.

Quando a Bíblia foi escrita?

Ela foi escrita em um período de aproximadamente 1600 anos. O livro de Gêneses foi escrito por volta de 1445 AC e o Apocalipse por volta de 90 a 96 DC. O livro de Jó tem data incerta, mas acredita-se que ele seja o livro mais antigo da Bíblia.

A Bíblia foi escrita em qual idioma?

O antigo testamento foi escrito em Aramaico e Hebraico, sendo traduzido posteriormente para o grego. O novo testamento foi escrito em grego.

A Bíblia é de fato a palavra de Deus?

John Wesley* fez uma importante declaração a respeito da veracidade da Bíblia. Ele declarou que os homens bons ou os anjos, não podem ser os inventores dela, pois sendo bons eles não poderiam mentir e na Bíblia há inúmeras frases dizendo: "Assim diz o Senhor...", frases que só podem ser de Deus!

Ainda, segundo ele, ela também não pode ser invenção dos demônios ou de pessoas más, já que neste caso, eles estariam escrevendo um livro para condenar eles mesmos.

Por fim, ele conclui que apenas Deus pode ter sido o seu inventor e criador, sendo portanto ela uma obra de Deus, significa que tudo que ali está escrito é a palavra de Deus e a mais absoluta verdade, pois Deus é verdade!

A Bíblia contém erros?

Não. Por ter sido inspirada por Deus, ela não contém erros, falhas ou mentiras.

A Bíblia evangélica é diferente da Bíblia católica?

A Bíblia é única. Contudo, as versões evangélicas contém sete livros a menos que as versões católicas. São eles: Tobias, Judite, I Macabeus, II Macabeus, Baruque, Sabedoria, Eclesiástico.

Estes livros foram considerados pelos judeus da palestina como não sendo inspirados pelo Espírito Santo e por isto os evangélicos os rejeitam como parte da Bíblia. Outro ponto importante é que o Novo Testamento não faz nenhuma referência a estes livros. (veja mais)

Qual o propósito da Bíblia?

Ela é um livro cristológico, isto é, desde o Gêneses ao Apocalipse, tudo aponta para Jesus Cristo. Portanto, é um livro que tem o propósito de apresentar Jesus ao homem.

Existe algo realmente importante na Bíblia para a minha vida?

Ela é o livro mais sábio e completo que existe. É impossível alguém se envolver com o estudo bíblico é não sofrer uma mudança de vida. Milhares e milhares de pessoas, entre elas EU, tiveram suas vidas completamente modificadas com os ensinamentos bíblicos.

E você? Quer conhecê-la? (http://www.sbb.org.br/interna.asp?areaID=71)

Como ler a Bíblia?

Antes de ler, faça uma oração. Não sabe orar? Diga simplesmente isto: Senhor, quero conhecer a sua palavra e entender a mensagem que ela tem para a minha vida.

Leia, reflita, medite, analise cuidadosamente, envolva-se.

Tenha absoluta certeza que neste momento o próprio autor da Bíblia estará ao seu lado para te ajudar a compreender aquilo que ele revela apenas aos humildes de coração.

Mateus 11:25
Naquele tempo, respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos.

E o que a Bíblia diz sobre Jesus?

  • Que Jesus é o filho de Deus;
  • Que morreu na cruz do calvário, para que todo aquele que nele crê tenha a vida eterna;
  • Que voltará para buscar a sua igreja, ou seja, aqueles que o aceitarem como seu Senhor e Salvador;
  • Que voltará também para julgar e condenar ao inferno aqueles que o rejeitarem.

* John Wesley viveu na Inglaterra do século XVIII, liderou um grande avivamento espiritual. Viajou cerca de 400.000 km por todas as partes da Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda, pregando cerca de 40.000 sermões. Sua influência se estendeu à América do Norte e deixou importantes obras e ensinamentos para a igreja.

Perdão. Como aprender a perdoar? Traição, abuso, injustiça, etc



“Perdão”. Palavrinha difícil esta... É incrível como muitas pessoas, não poucas, tem uma dificuldade gigantesca em lidar com este assunto. Não raro, vejo muita gente sendo devorada e corroída por dentro através das feridas inflamadas e purulentas que estão guardadas nas lembranças. Às vezes estas memórias estão escondias atrás de grandes muralhas de rejeição, impaciência, depressão, melancolia, autocomiseração, irritabilidade e algumas vezes transmitem uma falsa sensação de força, mas sempre acabam se revelando na brutalidade com que a dor retorna de vez em quando e a gente tenta esquecê-la sem sucesso.

Cresci ouvindo a sabedoria popular e ela dizia: “quem bate esquece, mas quem apanha não.” Esta é uma verdade que acompanha invariavelmente qualquer ser que tenha consciência de si memo.

A ofensa, o tapa, a humilhação, a traição, o roubo, o abuso, o abandono, a injustiça... Seja qual for o nome que você dê à sua ferida de estimação, por mais que se coloque sobre ela o peso do tempo ou da dureza de levar a vida amargamente, dificilmente ela vai cicatrizar, no máximo vai criar uma leve casca, mas ao menor toque vem à tona a dor novamente carregando consigo todo o potencial doloroso da lembrança de quando a ferida foi aberta.

Alguns vão vivendo como podem, ou melhor, vão morrendo aos poucos como podem. São leprosos de alma, vão levando a vida tomando sobre si armaduras e carapaças como pesadas vestiduras, erguendo seus castelos e fortalezas contra o menor sinal de um novo dano ou machucado. Nem dá para saber se é autodefesa ou autopunição. Muitos vão chorando pelos cantos, sozinhos na escuridão da noite, enxugando suas lágrimas internas e externas como dá, tentando não deixar ninguém perceber a sequidão que é viver assim. É preciso manter as aparências, dizem eles. Outros provocam o mundo com as mesmas dores com que foram afligidos, é quando o traído, por exemplo, tem uma neurótica e compulsiva vontade de trair também para mostrar, inconscientemente ou não, ao mundo que isto dói e muito. Ou quando o humilhado ameniza sua dor humilhando e pisando em qualquer outra criatura que venha ao seu encontro.

A mágoa e o rancor sempre procuram um culpado, disso não se escapa. O problema é que, às vezes, na falta de se encontrar um “bode expiatório”, muitos culpam a si próprios. Com ou sem razão muitos outros, pela falta de coragem para assumir seus erros, vão espalhando suas culpas obsessivas por seus familiares, amigos e inimigos próximos. Nem o próprio Deus, o Criador, escapa do alvo daqueles que querem achar, de qualquer jeito, um culpado para sua tristeza e dor. Estes vão sorteando nomes e culpados para suas feridas como quem distribui as cartas de um baralho numa mesa de Poker.

Faz tempo que muitos desistiram de viver, alguns literalmente, carcomidos por suas dores internas. Já dizia o sábio Shakespeare: “Guardar uma mágoa é como tomar um copo de veneno e torcer para que o seu agressor morra.” Parece irracional, mas o que o famoso escritor inglês descreveu nesta frase é a lógica inversa da cura para toda essa dor que tanta gente carrega e alimenta durante anos a fio. É provado cientificamente que o rancor arquivado pode ser somatizado pelo corpo através de doenças como câncer, gastrite, enxaqueca, cólicas agudas, doenças da pele, distúrbios hormonais, depressão e outras neuropatias sérias.

Etimologicamente perdão é o ato de não imputar a um transgressor a necessidade de pagar pelo erro cometido, ou seja, perdoar é o mesmo que liberar um condenado ou um réu de cumprir uma sentença, é como dizer a um presidiário amarrado na cadeira elétrica: “amigo, levanta daí, não vamos mais ligar a corrente elétrica em você. Você será liberado agora!” Aí está o grande problema encontrado na palavrinha “perdão”: quem perdoa perde muito. O perdão fere nosso senso comum de justiça, principalmente quando os ofendidos somos nós. Quem perdoa, na verdade, assume para si próprio o valor e a dor da punição. Perdoar é como ser ofendido duas vezes, a primeira pelo desafeto recebido, a segunda por abrir mão do justo direito de revidar ou se vingar.

Mas, acredite em mim! Por experiência própria e por ver muitos outros amigos vencendo seus dramas interiores e encontrando denovo o caminho da cura integral. Posso afirmar com a autoridade de quem já experimentou e tem aprendido a experimentar a dádiva de perdoar: existe muito mais benefício em não “cobrar a ofensa” do que alimentá-la dentro de você. Tenho consciência de que não é uma atitude fácil de se tomar, é verdade. Algumas vezes a sensação de náusea, confusão mental e de dor é muito mais forte do que qualquer argumento lógico e racional a favor de liberar ou não o seu perdão.

Não digo isso porque me considero bonzinho, realmente não sou! Tenho meus defeitos como qualquer outra pessoa. O que tenho aprendido até aqui é que, na maioria das vezes, esta capacidade para tomar tal atitude simplesmente não vem de nós. A única força capaz de superar a mágoa e remover toda raiz de amargura é o amor. Ele, o amor, vence todas as coisas, vence até a morte. Não é por acaso que João, o apóstolo, escreve em sua epístola afirmando categoricamente que Deus é amor. Sim, a essência de Deus é o amor.

A única fonte verdadeiramente confiável de amor é Deus, muitos são os textos revelados por toda a Bíblia que expressam este envolvente e imensurável amor de Deus pela sua criação e de forma especial pelo ser humano. Este amor sobrenatural nos ensina a viver e caminhar em direção à cura de nossas feridas emocionais e existenciais.

De forma contundente, o apóstolo Paulo afirma em sua carta aos Romanos, capítulo cinco, verso oito, dizendo: "Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores." Não houve merecimento nosso, não foi o esforço humano que provocou uma reação de perdão de Deus para nós. Foi simplesmente por amor e espontaneamente. A teologia moderna chama isto de solidariedade de Deus em relação ao ser humano, mas a Palavra Revelada chama a isto de Graça. Sem preço, sem barganha, Ele, Deus, fez isto antes que qualquer um de nós pedíssemos ou merecêssemos.

A boa notícia é que em Jesus, Deus ofereceu perdão gratuito a toda humanidade, isto inclui a você e eu. É este mesmo amor que nos convida, igualmente, a perdoar quem nos tem ofendido. O perdão que liberamos hoje retorna como bálsamo, alívio e cura para nossas dores.

Em Jesus, o perdão não é condicional, é mandamento incondicional pois somos perdoados com a mesma medida em que perdoamos. Quando perdoamos nos enchemos mais um pouco de Deus, é como se Deus reconhecesse em nós algo em comum e viesse nos dar um “olá!”.

Então... Quer ser curado? Perdoe! Quer ser liberto? Perdoe! Quer ser realmente feliz? Perdoe!

Talvez você até encontre alguma dificuldade para dar este primeiro passo, mas tenha certeza que o Doce e Santo Espírito de Deus é quem nos auxilia em nossas fraquezas. Ninguém melhor que o Criador para sondar sua mente e espírito nesta hora e saber exatamente do que você precisa. Ele já lhe deu neste dia um coração batendo, isto já é o suficiente para você, como eu, reconhecer que sem Ele nada somos. Acredite! Mesmo no conturbado e obscuro mundo em que vivemos, mesmo diante da morte, da dor, de poderes sobrenaturais da maldade, com a perturbação do passado, do amedrontado presente ou da incerteza do futuro, nada é capaz de nos separar deste gigantesco amor de Deus por nós. Precisamos dele, esta é a mais pura realidade. A única coisa a fazer então é dizer: Deus, me ajude! O resto já é com ele.

autor

Pablo Massolar.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

A Bíblia e a educação dos filhos



Deuteronômio 6: 1-9

É comum hoje vermos muitos pais desorientados quanto à educação de seus filhos. A maioria se vê perdida diante de uma filosofia que propõe uma educação mais aberta. O que fazer? Como educar os filhos, de maneira que não sejam reprimidos sem, no entanto, deixá-los sem correção?

Apesar de não existir uma fórmula mágica para criar filhos, a Bíblia Sagrada, em situações como essa, tem um padrão equilibrado de instruções quanto à criação de filhos. Vejamos.

I - EDUCANDO ATRAVÉS DO EXEMPLO, I Tm. 4: 12

Quando a Bíblia nos convida a sermos bons cristãos, ela estampa diante de nós o grande exemplo de vida de Jesus. Seus ensinos foram eficazes na formação do caráter de seus seguidores porque ele vivia aquilo que ensinava. Devido à manifestação dessas qualidades na vida dos discípulos, em Antioquia eles foram chamados, pela primeira vez, de cristãos, At. 11: 26.

Muitos casais frustram-se na educação de seus filhos por causa de suas próprias incoerências. O conflito entre o que é ensinado e o que é, de fato, praticado leva os filhos a rejeitar, ainda que inconscientemente, suas técnicas educacionais. A falta de exemplo no ensinamento faz com que os pais percam a autoridade sobre seus filhos e, muitas vezes, provoca neles a ira, Ef. 6: 4.

Somente as atitudes de pais fíéis, norteadas pelo Espírito Santo, podem ser base sólida, que permitam educação exemplar, influenciando a conduta de seus filhos.

II - EDUCANDO COM DISCIPLINA

Numa sociedade tão liberal e permissiva como a nossa, a palavra disciplina não soa tão bem. Afinal de contas, segundo o que se prega hoje fora da igreja, todos são livres para fazer o que desejam, e ninguém pode impor limites à liberdade alheia, ainda que isso signifique libertinagem. Tal conceito tem atingido em cheio os lares. Por um lado, pais que têm medo de insistir com seus fílhos; por outro, filhos que desconhecem limites.

Essa maneira de educar, no entanto, tem feito psicólogos e orientadores refletirem, baseados nos resultados obtidos. E alguns deles reconhecem que a disciplina é necessária. “Para viver em um clima de segurança, a criança precisa também de regras” (Revista Veja - “Família, pais e filhos com hora marcada”, edição de julho/97).

1. O que a Bíblia nos ensina sobre a disciplina de filhos?

a) Disciplina significa treinamento para agir de acordo com regras estabelecidas, Pv. 22: 15. Os filhos precisam aprender que em todos os segmentos existem regras, normas, horários que devem ser cumpridos;

b) Disciplina significa correção. O texto de Ap. 3: 19 mostra o relacionamento de Jesus com uma igreja rebelde. Mas, apesar de ser rebelde, Ele a amava e, por isso, a corrigia;

c) Disciplina significa imposição de limites, Pv. 25: 28. Qualquer liberdade sem limite é prejudicial. É preciso que se estabeleçam limites, e que estes sejam reconhecidos por todos.

d) Disciplina tem resultados positivos. A correta e firme disciplina trará sabedoria aos filhos, descanso aos país, Pv. 29: 15-17, e livrará do inferno, Pv. 23: 13-14

2. O mau uso da disciplina.

Não se pode usar a disciplina incorretamente porque os prejuízos serão terríveis. Quando os pais dão ordens aos filhos e não esclarecem suas razões, quando são incoerentes, exagerados; quando agridem, espancam os filhos, estão sempre em discórdia e disciplinam os filhos sem motivo, esse mau uso da disciplina poderá vir a formar filhos desrespeitosos e revoltados.

III - EDUCANDO FILHOS PARA DEUS

A boa educação e instrução do lar resultará no aperfeiçoamento do caráter dos filhos, no relacionamento sadio da família, num grande benefício para a sociedade como um todo. Mas o grande objetivo é levar a família a Deus, Js. 24: 15. Por isso, os alvos dos pais devem ser coerentes com os alvos de Deus. Os pais que sentem essa responsabilidade agem da seguinte maneira:

a) Levam seus filhos à casa de Deus e os apresentam ao Senhor. Ana, preocupada com a crise ministerial de seus dias, e pelo fato de não ter condições de gerar filhos, orou insistentemente ao Senhor, I Sm. 1: 11. Quando seu filho, Samuel, nasceu, foi rapidamente apresentado a Deus em cumprimento do voto feito por sua mãe, e tornou-se um dos maiores vultos da Bíblia Sagrada, I Sm. 1: 26-28. Assim também, José e Maria fizeram com Jesus, Lc. 2: 21-24, conforme a prescrição da Lei, Lv. 12: 6-8 e Êx. 13: 2.

b) Ensinam aos filhos a Palavra de Deus, Dt. 6: 6-7 e 32: 46. Para que o ensino seja eficaz é necessário que esta Palavra esteja, primeiro, no coração dos pais, v. 6. Esse ensino deve ser contínuo, v. 7. A Palavra deve ser ensinada dentro de casa, nas caminhadas, nas viagens, na hora de deitar-se e de levantar-se.

c) Testemunham dos feitos de Deus, Sl. 78: 4. Falar daquilo que Deus tem feito é uma maneira de estimular os filhos a crer no grande poder de Deus.

Nove Estudos da carta de Paulo a Filemom.


Estudo da carta de Paulo a Filemom - Parte I

INTRODUÇÃO - A carta de Paulo a Filemom é uma das mais íntimas de toda a Bíblia. Há lições maravilhosas para todos nós nesta pequenina epistola do Novo Testamento. Certamente o Espírito Santo de Deus irá iluminar você para tirar outras lições para a sua vida pessoal enquanto estudamos estes 25 versículos.

O AUTOR (vers.1) - O autor desta carta é Paulo. A primeira palavra que encontramos neste livro é seu nome. Em Atos 22: 3 nós encontramos informações preciosas sobre a nacionalidade e educação de Paulo desde a infância. Em Atos 9 encontramos a narrativa de sua conversão. Em Atos 13 vemos integrado na igreja local em Antioquia, momento singular, quando o Espírito Santo o separa juntamente com Barnabé para a obra missionária. Em II Coríntios 11:16-33 há notas impressionantes sobre as aflições de Paulo no ministério.

Eis aí um pouco sobre o nosso autor, o apóstolo Paulo. Pelo menos 13 cartas no Novo Testamento foram escritas por ele. Ele foi muito importante, mas, mais importante do que ele, precisamos compreender isso, foi o Espírito Santo de Deus que o usou maravilhosamente. Paulo foi um instrumento. Ele foi um canal. Ele podia falhar e mudar, mas o evangelho que ele pregava e ensinava não falhava (Gálatas 1:8).

2 - AS CIRCUNSTÂNCIAS DO AUTOR - Paulo estava preso quando escreveu esta carta a Filemom. A segunda palavra que nós encontramos no primeiro versículo é prisioneiro. Os versículos 9, 10, 13 e 23 confirmam as informações de que Paulo estava preso quando escreveu esta carta. Vale a pena sublinhar estas palavras em sua Bíblia e escrever do lado: como Paulo estava quando ele enviou esta carta.
Meu irmão, Paulo estava preso, porém pregando o Evangelho. Ele não estava perdido em meio á depressão ou numa atitude de auto-piedade. Ele poderia ficar pensando negativamente: "Ah, eu sou um fracasso. Deus se esqueceu de mim. Olhe bem onde eu estou. Eu estou preso. Estou num cárcere. Os líderes religiosos de Israel estão certos".

Não obstante, Paulo agiu e reagiu completamente diferente. Ele começou a testemunhar dentro da prisão. Ele cria que Deus tinha um ministério para ele ali. Ele não estava preso por acaso, porque o nosso Deus não é Deus de acaso. Havia uma razão. Havia um propósito.

Não importa quão estranhas sejam as nossas circunstâncias, estejamos certos de uma coisa: Deus tem um propósito para nossa vida. O nosso maior problema será não cumprirmos os planos de Deus. Não preste atenção nas circunstâncias em que você vive. Não se desgaste pensando nisso ou naquilo. Pense em Deus e naquilo que Ele pode fazer através de você em meio às situações mais adversas.
Na prisão Paulo escreveu uma carta. Os lírios nascem nos campos. No vale da sombra da morte, Davi disse que não temeria mal algum, porque o Senhor estaria com ele. À despeito da hora em que você esteja vivendo, Deus se fará presente.

No próximo estudo veremos como Deus usou Paulo no cárcere. Era meia noite na vida do apóstolo em termos de problemas, mas ele tinha a LUZ DA VIDA. E você ?

Estudo da carta de Paulo a Filemom - Parte II

INTRODUÇÃO - No estudo anterior destacamos as duas primeiras palavras do primeiro versículo: Paulo e prisioneiro. Paulo era um homem capaz . Porém, mais importante que nossa capacidade é a nossa disponibilidade para Deus. Paulo foi grandemente usado por Deus, não apenas por causa da sua capacidade, mas principalmente por causa da sua disponibilidade. Ele procurava servir a Deus em todas as circunstâncias. Mesmo em momento difíceis, como na prisão, ele pregava o amor de Deus.
Vejamos agora as novas lições contidas na carta a Filemom.

1 - PRISIONEIRO DE CRISTO (vers. 1) - Precisamos aprender a ler além da mera letra. "A letra mata, mas o espírito vivifica" (II Coríntios 3:6). As palavras são apenas símbolos de uma realidade muito mais rica. Muitas vezes as palavras não são suficientes para expressar toda a realidade, todo o significado de uma emoção, de um sentimento ou de uma verdade ou de uma experiência.

Paulo estava preso por ordem do Império Romano. Ele poderia dizer que era prisioneiro de César. Mas não é isso que lemos. Não é isso que ele sentia. Não era assim que ele entendia a sua prisão. Ele disse: "Sou prisioneiro de Cristo". Estou aqui por causa de Jesus Cristo. Ele me colocou aqui. Ele tem um ministério para mim aqui, neste lugar e em meio a estas circunstâncias.

Há pessoas que só conseguem descobrir as causas materiais ou físicas das enfermidades, dos acidentes... Há pessoas que só conseguem explicar as razões psicológicas para determinados acontecimentos ou comportamentos. Porém, precisamos aprender a ir além da mera letra. A fé em Deus nos habilitará a ver o invisível (Hebreus 11:1).

Hoje nós poderíamos, parafraseando Paulo, dizer: "Dona de casa de Cristo", "motorista de Cristo", "balconista de Cristo", "professor de Cristo", "bancário de Cristo", "Pastor de Cristo" e assim por diante. Não importa qual seja "a nossa profissão" ela precisa ser "de Cristo". "Tudo quanto fizerdes, fazei-o de coração, como ao Senhor, e não aos homens" (Colossenses 3: 23).


2 - E O IRMÃO TIMÓTEO (vers. 1) - Quem era Timóteo? Ele era filho de Eunice e neto de Loide. Duas mulheres cristãs mencionadas no Novo Testamento como exemplo de fé (II Timóteo 1: 5). Como Timóteo foi abençoado por sua mãe e por sua avó! Como a mãe de Timóteo foi bem sucedida na criação de seu filho! Seu pai era grego, talvez não crente, mas sua mãe judia crente soube passar para seu filho uma fé não fingida (Atos 16:1-2).

Timóteo foi companheiro de Paulo nas viagens missionárias (Atos 16: 3). E eis aqui aquilo que gostaríamos de sublinhar. Paulo não estava sozinho. Ele tinha um amigo: Timóteo. Jesus enviou setenta discípulos, de dois em dois, para darem testemunho (Lucas 10:1). Á Bíblia diz que "melhor é serem dois do que um" Eclesiastes 4: 9).

Paulo está na prisão, mas ele não estava sozinho. Ele não estava também com um estranho. Ele estava com o irmão Timóteo. Este companheiro era como um sinal da graça e da presença de Jesus Cristo no cárcere Romano. Aleluia!

Muitas vezes nós ficamos procurando um irmão para estar ao nosso lado nos momentos difíceis. Não há nada errado com isso. Isso é normal. Porém, é importante pensar na oportunidade de sermos um Timóteo na vida de Paulo. Isto é, um sinal de Cristo e da sua graça para outros irmãos e amigos que estejam passando momentos de tribulação e tristeza.

Estudo da carta de Paulo a Filemom - Parte III

INTRODUÇÃO - Nos estudos anteriores vimos sobre Paulo. o seu aprisionamento e o irmão Timóteo, que assistia a Paulo nos momentos difíceis. Hoje vamos concentrar nossa atenção em Filemom, Áfia e Arquipo. Vejamos o que Deus tem para nos ensinar através da vida desses homens.
"Paulo, prisioneiro de Cristo Jesus, e o irmão Timóteo, ao amado Filemom, nosso companheiro de trabalho, e a nossa irmã Áfia, e a Arquipo, nosso companheiro de lutas, e à igreja que está em tua casa: Graças a vós, e paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo."

1 - FILEMOM - Paulo trata Filemom de amado. Como é bom ouvirmos esta expressão: "Meu amado irmão". O relacionamento afetivo entre os membros da igreja de Jesus é básico para o seu crescimento. O mundo carece deste tipo de relacionamento, e não apenas o mundo, muitas vezes os próprio lares não vivem sem afetividade.

Paulo diz que Filemom é "Nosso companheiro de Trabalho". O pastor sozinho não poderá fazer a obra. Há aqueles que criticam o trabalho. Filemom era companheiro de trabalho. Ele estava ombro a ombro com Paulo. Ele estava de mãos dadas com o seu Pastor. Ele estava integrado, ativo na obra.


2 - ÁFIA - Quem era Áfia? Paulo a chama de nossa irmã. No cristianismo, em Jesus Cristo somos uma grande família. Temos vários irmãos e irmãs, pais e mães, filhos e filhas quando entramos na família de Deus (Lucas 18: 28-30).

Os Judeus, Gregos e Romanos, tratavam com desprezo as mulheres; no cristianismo porém, elas são tratadas com destaque, em mesmo pé de igualdade que os homens. As mulheres não podiam servir de testemunha, não podia falar em público, não podia ler a Bíblia na sinagoga; os gregos a tratavam como uma alma inferior e a sim por diante.

Não obstante, no cristianismo não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem nem mulher; por que todos somos um em Cristo Jesus (Gálatas 3:28). No cristianismo não há castas superiores, elites; somos todos um, somos irmãos e irmãs; Aleluia!

3 - ARQUIPO - Paulo chamava Arquipo de nosso companheiro. Quando Paulo escreveu a carta aos Colossenses, ele mencionou o nome de Arquipo com a seguinte recomendação: "Cuida do ministério que recebestes no Senhor, para o cumprires" (Colossenses 4: 17). É possível que Arquipo estivesse vivendo uma crise ministerial. Talvez estivesse abandonando o ministério ou pensando em abandoná-lo. Daí a recomendação de Paulo. Este rac

Estudo da carta de Paulo a Filemom - Parte IV

INTRODUÇÃO - Nos estudos passados vivemos sobre o autor da carta, as circunstâncias que Paulo se encontrava... e estudamos também a respeito dos seus companheiros de trabalho, a importância de companheirismo na obra do Senhor, da consideração, de respeito e do amor para com o irmão. Hoje vamos nos deter nos versos de 3 à 6 e veremos o que o Senhor quer nos ensinar:

TEXTO - "Graça e Paz a vós outros, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. Dou graças ao meu Deus, lembrando-me de ti nas minhas orações, estando ciente do teu amor e da fé pela fé que tens para com o Senhor Jesus e todos os santos, para que a comunhão da tua fé se torne eficiente, no pleno conhecimento de todo bem que há em nós, para com Cristo".

1 - "GRAÇA E PAZ" - Esta é uma expressão comum em todas às demais epístolas de Paulo. Era a sua maneira de saudar os irmãos; nas cartas pastorais ele adiciona a expressão "Misericórdia". Paulo preferia essa saudação em lugar de usar uma saudação secular. A palavra graça no original significa "alegrar-se". Nessa saudação cristã é lembrado o favor imerecido de que se regozijam os crentes por intermédio de Cristo.

A saudação "Graça e paz" deve ser usada como originalmente é; uma oração ou expressão sincera de um desejo da parte do apóstolo, no sentido de aqueles crentes virem a saber mais das bençãos espirituais postas à disposição deles, para que delas pudessem participar. Graça é aquele estado peculiar de favor perante Deus e Cristo, ao qual estado são admitidos todos os crentes sinceros. A paz é aquela atitude mental que resulta do senso de estar no favor divino.
Somos o que somos, estamos aonde estamos; irmão, só a graça de Deus. Nada fizemos ou fazemos por merecer. Somente "da parte de Deus nosso Pai, e do nosso Senhor Jesus Cristo" recebemos preciosas bênçãos. Graça do Pai, derramada do alto, vinda da eternidade; paz e Cristo instaurada em nós - "A minha paz vos dou" (João 12:27) "paz seja convosco" (João 20: 19-21). Aleluia! Graça e Paz irmão!...

2 - "DOU GRACAS AO MEU DEUS. LEMSRANDO-ME DE TI NAS MINHAS ORACÕES." - Interessante a íntima relação dessa expressão com (Colossenses 1:3 e I Tessalonissenses 1:2). Paulo orava sempre pelos irmãos. Ele podia ensinar com autoridade: "orai sem cessar" (I Tessalonissenses 5: 17). Ele afirma a Filemom que orava em seu favor, ciente das suas virtudes cristãs (veja o verso 5). Nunca devemos esperar a queda de um líder para então clamar em seu favor. Mas devemos "sempre" cobri-lo com as nossas orações, para que não caia, não desista! Cada irmão ou irmã deve ser alvo das orações dos santos, sem que esqueçam daqueles que vão à frente de diferentes ministérios pois estão mais expostos às "flexas" e são alvos prediletos na estratégia do inimigo (Veja Atos 4:29-30; I Tessalonissenses 5:25 e II Tessalonissenses 3:12). Orar, orar sempre rendendo ações de graças a Deus pela vida do seu pastor, dos líderes de ministério, dos coordenadores de grupos de comunhão, dos diáconos... agradecendo ao Senhor pelos santos homens e santas mulheres que Ele tem levantado para ministrar Seu Povo, e pedindo a proteção divina para suas vidas e famílias.

3 - "ESTANDO CIENTE DO TEU AMOR E DA FÉ OUE TENS PARA COM O SENHOR JESUS E TODOS OS SANTOS..." - Em outra tradução diz "ao ouvir falar" em lugar de "estando ciente". O que chegava aos ouvidos de Paulo a respeito de Filemom, o que motivava o apóstolo a lembrar do seu nome e agradecer a Deus por sua vida? Vemos bem claro que eram o seu amor e sua fé. Paulo se alegrava em poder sublinhar as evidentes características do fruto do Espírito Santo na vida dos irmãos e irmãs (II Timóteo 1:5). Muitos hoje dariam mais importância, mais valor aos dons espirituais ao descreverem e verem um crente; o apóstolo observava as qualidades de Jesus que o Espírito Santo reproduz no crente (Gálatas 5:22). Paulo evitou o perigo de dar mais evidência aos dons concedidos para a edificação, preferindo sublinhar as evidências da ação do Espírito Santo na vida do crente. Paulo instruiu a Timóteo a exercitar o dom recebido com amor e moderação (II Timóteo 1:6-7).

CONCLUSÃO - Irmãos tudo que o Espírito Santo permitia que fossa escrito é para nós hoje. Demos um mergulho gostoso na graça maravilhosa de Deus, experimentemos e desejemos para o irmão a paz de Cristo. Lembremo-nos sempre de orar pelos outros (Hebreus 13: 18); demos ao Espírito Santo liberdade para reproduzir em nós as características do caráter de Jesus. Amém?


Estudo da carta de Paulo a Filemom - Parte V

INTRODUÇÃO - Hoje vamos tratar do cerne desta pequenina carta. Finalmente Paulo apresenta a Filemom o motivo básico principal de sua carta. Paulo intercede por Onésimo: "Sim, rogo-te por meu filho Onésimo, que gerei nas minhas prisões" (V.10).

1 - O MINISTÉRIO DE INTERCESSÃO - Abraão intercedeu por Sodoma (Gênesis 18:23-33). Moisés intercedeu pelo povo de Israel (Êxodo 32:30-32). Outros exemplos de intercessão poderiam ser mencionados. Não há como exagerar na importância desse ministério. Ás vezes estamos tão preocupados com as nossas próprias necessidades que esquecemos de pedir a Deus pelos outros. Pensamos tanto nos nossos problemas que esquecemos que, muitas vezes, os problemas dos outros são tão sérios quanto os nossos, e as vezes até mais.

Paulo intercedeu por Onésimo. Paulo estava preso. Paulo tinha seus próprios problemas, mas ele não pensa em si mesmo.

Permita-me lhe perguntar algo: quantas vezes você tem levado os outros no altar de Deus? Quantas vezes você tem procurado ajudar os outros a resolverem os seus problemas aqui na terra?

2 - POR QUE PAULO ESTAVA INTERCEDENDO? - Quem era Onésimo? O que ele havia feito? Onésimo era um escravo de Filemom. Tudo indica que ele havia causado um prejuízo a Filemom (Vs. 11,18). Teria ele roubado dinheiro ou bem de Filemom e depois fugido?

Paulo intercedeu por alguém que possivelmente você e eu não correríamos o risco. Paulo poderia ter pregado para ele, Onésimo, e depois dito: agora o problema é seu Onésimo. A minha parte eu já fiz, agora é com você. Paulo levou Onésimo a Deus e depois levou Onésimo aos homens. Ajudou Onésimo a resolver seus problemas com Deus, agora o ajuda a resolver seus problemas com os homens.
Esta é uma hora solene. Precisamos parar e refletir. Como cristãos estamos preocupados em resolver os problemas da "alma"? Ou estamos preocupados em resolver o problema do homem como um todo?

CONCLUSÃO - Paulo estava para Onésimo diante de Filemom assim como Jesus estava para nós diante de Deus. Jesus intercede por nós. Ele pede que o Pai nos receba como a Ele próprio. É a nota promissória que estava sendo processada no tribunal de Deus contra nós, Jesus a resgatou cravando-a na cruz, aleluia! (Colossenses 2: 14). Sigamos o exemplo de Paulo, sigamos o exemplo de Jesus.


PARA VOCÊ MEDITAR - Jesus sempre enxergou o homem na sua integridade (corpo e alma).
Em que medida as questões materiais que envolvem o indivíduo (desemprego, miséria, desajuste familiar, fome...) também os causa preocupação e qual tem sido a nossa ação nesse sentido?

Estudo da carta de Paulo a Filemom - Parte VI

INTRODUÇÃO - Paulo estava intercedendo por Onésimo. Onésimo era um escravo. Ele tinha feito coisas erradas. Havia fugido. Talvez roubado algo de Filemom. A situação era muito delicada. Paulo estava na prisão por causa de seu testemunho cristão. Onésimo também foi para a prisão. Os motivos de Onésimo estar preso não eram os mesmos de Paulo. Na prisão. Paulo não estava reclamando. Apesar do sofrimento na prisão, apesar da humilhação, Paulo continuava pregando o evangelho de Jesus. E, lá na prisão, em meio a dor e a vergonha daquela situação Paulo, o servo de Jesus, falava de Jesus em Cadeias.

1 - O CARINHO DE PAULO POR ONÉSIMO - Paulo chama Onésimo de "Meu Filho" (V.l0), E ele explica: "que gerei nas minhas prisões" (V.10). Levar alguém à Cristo é como dar á luz. Ao escrever aos Gálatas Paulo disse: "meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores do parto, até que Cristo seja formado em vós (Gálatas 4:19). Jesus precisa de seguidores que sejam capazes de salvar vidas e prepará-las para salvar outras.

É hora de parar e refletir. Quantos anos temos de vida cristã? Quantos filhos espirituais nós já temos? Algumas vezes, quando as coisas estão difíceis e há problemas em nossas vidas, deixamos de testemunhar. Esse seria o melhor momento para refletirmos a luz de Jesus em nós. Não obstante, perdemos a oportunidade e o privilégio de abençoarmos vidas que vivem ao nosso redor.
Paulo evangelizou Onésimo e trata-o como filho. Recomenda-o a Filemom como sendo o seu próprio coração: "E te torno a enviar, a ele que é o meu próprio coração" (V.12). O carinho de Paulo por Filemom não é menor que seu carinho por Onésimo. Um era rico, o outro era pobre, um era senhor (patrão), o outro era escravo (empregado), um tinha um passado limpo, o outro tinha um passado de erros, mas Paulo os trata com a mesma ternura, o mesmo amor. Paulo havia aprendido isso com Jesus, com o Senhor nosso Deus: "Deus não leva em conta os tempos da ignorância" (Atos 17:30). Ele convida os homens ao arrependimento e oferece à eles uma nova vida, onde as coisas velhas já passaram, e tudo é novo (II Coríntios 5:17).

2 - O QUE O CRISTIANISMO PODE FAZER NA SOCIEDADE - Para algumas pessoas o cristianismo não pode fazer coisa alguma. Mas isto não é verdade. Como cristãos precisamos de nos conscientizar que há valores na sociedade que precisam ser rejeitados, outros transformados e alguns até mesmo aproveitados.

Paulo vivia em um tempo em que havia escravidão. A escravidão ofende a Deus por que ofende o homem, a vida que Deus criou e honrou. Na relação entre senhor e escravo, entre Filemom e Onésimo, Paulo apresenta um novo modelo. Paulo diz a Filemom que não deve receber Onésimo como escravo, antes, mas do que escravo, como irmão amado ( V.16).

Na família de Jesus somos todos irmãos. Ninguém é superior ao outro, exceto Jesus. E Ele, Jesus sendo o maior deu-nos o exemplo de humildade lavando os pés dos apóstolos (João 13:1-17). Devemos seguir as orientações daqueles que presidem sobre nós, ou eles superiores a nós. Devemos obedecer aqueles que presidem sobre nós por causa do princípio administrativo. O presidente da república deve ser ouvido por todos os brasileiros, não por que ele seja mais inteligente ou mais sábio que os outros. Trata-se de princípios administrativos. A igreja tem um líder que é o pastor. A igreja tem ministérios com líderes e diáconos. Os grupos de comunhão têm líderes. Todos esses líderes precisam ser respeitados, ouvidos. Mas o que queremos enfatizar é que, antes de tudo SOMOS lRMÃOS. Somos iguais perante o nosso Deus e Pai. Não somos superiores a ninguém diante de Deus. Aliás, o Senhor deixou isso bem claro para o seu povo de Israel. "...não digas no teu coração: por causa da minha justiça é que o Senhor me introduziu nesta terra para a possuir" (Deuteronômio 9:3-6).

Na verdade nós cristãos deveríamos ter um estilo de vida capaz de alterar os padrões da sociedade. O problema é que ao invés de transformamos o mundo nós assimilamos a sua forma. É exatamente aí que precisamos atuar. É aí que precisamos de parar para mudar (Romanos 12: 1-2).

CONCLUSÃO - No estudos de hoje focalizamos o tema do RELACIONAMENTO. No relacionamento entre os filhos de Deus é preciso existir afetividade, ternura. E os padrões cristão de justiça, verdade, e amor entre outros valores, devem ser estabelecidos na terra pelos cristãos enquanto peregrinam em busca da terra prometida.

Estudo da carta de Paulo a Filemom - Parte VII

INTRODUÇÃO - Esta carta de Paulo poderia ser dividida da seguinte maneira: 1- Saudação (vv. 1-3). 2- Ação de Graças (vv. 4-7). 3- Intercessão (vv. 8-22). 4- Votos e bênçãos (vv. 23-25).
Depois de analisarmos vários versículos desta carta, o esboço geral acima pode nos ajudar a fazer uma síntese deste livro tão singular das Escrituras. Além disso, depois da análise e do esboço geral podemos partir para considerações de temas relacionados diretamente com a carta em estudo.

1 - O PROBLEMA DA ESCRAVIDÃO - Paulo disse a Filemom que Onésimo não deveria ser recebido como escravo: "Já não como escravo, antes mais do que escravo, como irmão amado" (v.16). O mundo no tempo de Jesus tinha os seu muros. Os gregos eram sábios, os que não eram gregos eram considerados ignorantes. Os judeus eram puros, os que não eram judeus, os gentios, eram considerados impuros. Os Romanos eram os senhores, os que não eram Romanos eram considerados escravos. O Senhor Jesus Cristo veio derrubar todas essas paredes entre os homens. Como homens estamos sempre construindo muros. Jesus está sempre querendo derrubá-los, Ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um (poderíamos dizer: de vários povos fez um); DERRUBANDO A PAREDE de separação..." (Efésios 2:14).

A relação entre Filemom e Onésimo era como a de um senhor e um escravo. Os escravos não tinham direito à vida, nem à liberdade. No tempo de Paulo um cidadão romano tinha em média de 10 a 200 escravos. Alguns chegaram a ter mais de 1000 escravos. A escravidão significa exploração do ser humano. Sabemos que há ainda hoje no Brasil e no mundo uma relação aviltante, pecaminosa entre patrão e empregado, capital e trabalho. Por falar nisto, vale a pena sublinhar que o Brasil foi a última nação escravagista a assinar a abolição da escravatura, o que só ocorreu em 13 de maio de 1888, através da Lei Áurea assinada pela princesa Isabel.

Não obstante, sabemos que a despeito da Lei contra a escravidão há milhares de trabalhadores neste país e no mundo que "vivem" como escravos. Não são livres. Não têm liberdade. Não têm direito às coisas básicas para uma vida decente.

Paulo estava além de seu tempo. Baseado nos valores do Reino dos Céus e propõe novos padrões para o relacionamento entre Filemom e Onésirno. A liberdade e a libertação que Jesus Cristo oferece, outorga, é espiritual e social. Ele liberta Israel não apenas dos poderes das trevas, da idolatria e da ignorância espiritual que havia no Egito, mas liberta o seu povo da opressão, da humilhação, da exploração.

Paulo estava ao lado de Onésimo. Deus está do lado dos oprimidos. Paulo estava contra a opressão escravagista. Deus é contra toda a forma de opressão. Paulo pede que Filemom trate Onésimo diferente. Deus quer converter todos os opressores.

2 - QUEBRANDO AS BARREIRAS COM O ESPÍRITO CRISTÃO - Não vamos mudar o mundo com as armas do mundo. "Não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos" (Zacarias 4:6). Paulo tinha consciência disso. Ele se dirige a Filemom, sem autoritarismo, sem arrogância, mas com humildade, com espírito cristão: "Sim, irmão, eu quisera regozijar-me de ti no Senhor, reanima o meu coração em Cristo" (v. 20).

As nossas motivações para mudarmos os padrões e valores do mundo, bem como seus sistemas devem ser cristãs, nobres. Precisamos tomar cuidado com isso. Precisamos nos perguntar: "Por que estou agindo assim? Quais são as minhas reais motivações para o meu comportamento?" Há pessoas que agem movidas por recalques psicológicos, frustrações, ódio, etc. Ora, tais motivações não são cristãs, e normalmente geram morte, violência e mais revolta.

Como foi visto no versículo citado acima Paulo chama Filemom de "irmão". Paulo não impõe, ele pede, e ele pede em nome do Senhor: "Eu quisera regozijar-me de ti no Senhor". E ainda acrescenta dizendo: "reanima o meu coração EM CRISTO".

Filemom tinha razões para estar irado contra Onésimo. Legalmente tinha direito de tirar a vida de "seu escravo ladrão e fugitivo". Há coisas que são legais mas imorais. Às vezes agimos e reagimos em um nível animal. Outras agimos e reagimos num nível humano, legal. E pensamos que estamos fazendo o máximo. Paulo pediu que Filemom agisse num nível cristão, no nível de Jesus. Paulo pede que Filemom perdoe Onésimo, ao invés de amaldiçoá-lo; que o ame, ao invés de odiá-lo. Em Jesus temos motivação e inspiração suficientes para agirmos e reagirmos como Paulo sugere a Filemom.

CONCLUSÃO - Vamos parar e refletir agora. Como cristãos, como povo de Deus temos trabalhado para a mudança dos valores não cristãos predominantes em nossa sociedade?
Quando argumentamos ou agimos perdemos o controle? Gritamos? Agimos com violência? Por que? Quando defendemos alguém ou uma idéia ou causa, como nos comportamos?
Até que ponto o nosso silêncio ou a nossa indiferença contra as mais diversas formas de opressão, violência e exploração no mundo não nos torna culpados e até co-autores de toda essa situação?


Estudo da carta de Paulo a Filemom - Parte VIII

INTRODUÇÃO Hoje estamos chegando ao final desta carta que encerra tantas lições. Vejamos as mensagens que os versículos finais contém.

1 - A EXPECTATIVA DE PAULO EM RELAÇÃO A FILEMOM (vers.21) - "Escrevo-te confiado na tua obediência, sabendo que farás ainda mais do que te peço". Pauto esperava que Filemom o ouvisse. Paulo esperava que Filemom o atendesse. Paulo esperava que Filemom fosse além da letra Paulo esperava que Filemom entendesse o espírito de sua intercessão. Paulo esperava que Filemom fosse além da Lei para alcançar também a graça.

Deus vai sempre além daquilo que pedimos ou pensamos (I Coríntios 2:9). O homem que estava morrendo na cruz disse a Jesus: "Lembra-te de mim quando entrares no teu reino". E para a surpresa dele e nossa, Jesus lhe respondeu dizendo: "Hoje estarás comigo no Paraíso"(Lucas 23: 42-43).
Erramos quando os que presidem sobre nós nos solicitam algo e nós fazemos apenas e tão somente aquilo que foi pedido. Precisamos de ir além. Quando fazemos mais do que foi pedido produzimos gozo e alegria não apenas no coração daquele que nos solicita um favor, mas em nosso próprio interior. Fazer simplesmente o que se pede é obrigação, ir além é graça. Isso não significa que nunca podemos dizer não. É claro que temos direito de dizer não. Quando os pedidos não estão de acordo com o espírito do evangelho de Jesus precisamos dizer não.

Paulo tinha uma expectativa. Ele esperava que Filemom fosse além que ele pedia Eles eram amigos. Eram companheiros. Estavam próximos um do outro. Daí tal expectativa.
Vale a pena parar e pensar em nossos relacionamentos neste momento. Pensamos em termos de expectativas. O patrão tem uma expectativa em relação ao empregado; o empregado tem suas expectativas em relação ao patrão, o marido tem suas expectativas em relação à esposa, e vice-versa. Poderíamos falar o mesmo em relação ao pai, ao filho, ao pastor, aos membros da igreja, aos líderes, aos amigos e assim por diante. Seria o caso de perguntarmos se nossas expectativas são justas. Seria o caso de perguntarmos se temos atendido as expectativas das pessoas em relação a nós. Seria o caso de perguntarmos se temos compartilhado as nossas expectativas para com as pessoas, porque, pode ser que alguém esteja falhando conosco porque não temos compartilhado com essa pessoa a nossa expectativa, e precisamos compreender que esperar que outra pessoa adivinhe nossas expectativas é uma expectativa injusta. Paulo disse a Filemom quais eram suas expectativas.


2 - A EXPECTATIVA DE PAULO EM RELAÇÃO A SUA SITUAÇÃO (vers. 22) - "E ao mesmo tempo, prepara-me também pousada, pois espero que pelas vossas orações vos hei de ser concedido". Paulo estava otimista com respeito a situação de aprisionamento. Ele cria na sua absolvição. Ele cria na sua libertação. Esperava que fosse solto logo. Pede que Filemom prepare hospedagem para ele. Cria nas orações dos crentes em seu favor, além disso, interpretava aquele momento com otimismo e esperança.
Em sua carta a Timóteo sua situação psicológica era outra. Estava preso também (II Timóteo 1:8). Porém sem amigos. Estava experimentando o abandono de todos: "Bem sabeis isto, que me abandonaram todos os que estão na Ásia..." (II Timóteo 1:15). Não tinha mais esperança de libertação. Aguardava apenas a sentença de morte: "Quanto a mim, já estou sendo derramado como libação, e o tempo de minha partida está próximo..." (II Timóteo 4:6-16).

O mesmo acontece conosco. Em diferentes momentos de nossa vida temos diferentes expectativas em relação ao futuro. Há anos ou meses, ou semanas ou dias que tudo parece nublado, difícil, triste, é o fim de todas as coisas. Nos sentimos arrasados. Há outros momentos que são completamente diferente. Há brilho em nossos olhos. A luz brilha em nosso horizonte. Em qualquer circunstância Jesus é indispensável. É ele que nos dá o equilíbrio que precisamos para prosseguir na vida. Paulo estava em Cristo nos momentos de esperança e nos momentos de desesperança. A vida não é um mar só de rosas. Há espinhos também. Nem sempre a situação é boa. Nem sempre as expectativas são as melhores, muitas vezes é exatamente o contrário. Ora, quando Paulo escreve aos Filipenses é exatamente disso que ele fala: "Sei passar falta, e sei também ter abundância... ter fartura, como passar fome; ter abundância, como em padecer necessidade" (Filipenses 4:12). Jesus não nos isenta ou livra de experimentar tais circunstância, mas Ele as experimenta conosco e dá-nos o suporte para atravessá-las. Naquele momento que escrevia a Filemom, Paulo estava bem. Suas expectativas eram ótimas. Mas houve momentos difíceis na sua vida. Eu não sei como as coisas estão para você hoje. Talvez estejam boas, talvez ruins. Independente de como elas estejam é bom compartilhá-las com seu grupo, assim todos juntos podem orar uns pelos outros, e podemos sentir mais facilmente a presença de Jesus em nós.

3 - NOMES DE HONRA (vers. 23-24) - Paulo não estava sozinho. Tinha o carinho e o companheirismo de vários irmãos. Paulo teve o cuidado de citá-los nominalmente. Vejamos um pouco de cada um.
3.1 EPAFRAS: Paulo diz que Epafras era seu companheiro de prisão. Ele era membro da igreja de Colossos. Quando Paulo escreve aos Colossenses ele diz: "Saúda-vos Epafras que é de vós". E faz outros comentários dizendo que o mesmo lutava em orações em favor dos membros de sua igreja com um propósito muito claro: "Para que eles permanecessem perfeitos e plenamente seguros em toda a vontade de Deus". O carinho de Epafras não era algo bairrista Ele tinha amor pelos que estavam em Laodicéia, Hierápolis igualmente (Colossenses, 4:12-13). Será que temos orado com propósitos claros por aqueles que estão sendo alvo de nossa intercessão? Será que conseguimos orar por pessoas que não pertencem ao nosso grupo? Os motivos de nossas orações estão limitadas apenas àqueles que pertencem ao nosso meio? Paulo dava testemunho em favor de Epafras. Quem poderá testemunhar em favor de nós?

3.2 MARCOS: Tudo indica que este Marcos era o mesmo João Marcos que causou a separação de Paulo e Barnabé numa viagem missionária (Atos 15:36, 40). Antes Marcos era motivo de tristeza para Paulo, agora ele era motivo de alegria, de consolo. Antes causou problemas agora ajudava na solução dos problemas. Quando Paulo escreveu a Timóteo ele pediu a Timóteo que levasse consigo Marcos, e acrescentou dizendo: "porque me é muito útil no ministério" (II Timóteo 4:11). Se antes fomos inúteis, hoje podemos ser úteis. Marcos era filho espiritual de Pedro o apóstolo (I Pedro 5:13). A mãe de Marcos se chamava Maria, e a Igreja se reunia em sua casa (Atos 12:12). Marcos foi um nome de honra. O segundo livro do Novo Testamento foi escrito por ele. Louvado seja a Deus por sua vida. Quando Paulo estava preso pela primeira vez, ao escrever esta carta à Filemom, Marcos estava ao seu lado.
3.3 ARISTARCO: Aristarco estava com Paulo por ocasião de sua missão evangelística em Éfeso. A Bíblia o chama de Macedônio e companheiro de Paulo (Atos 19:29). Ao escrever aos Colossenses Paulo cita nominalmente chamando-o de "meu companheiro de prisão" (Colossenses 4: 10). Não tem como exagerar na importância de tais amigos na hora da necessidade. Aristarco era outro nome de honra.
3.4 DEMAS: Demas foi cooperador por apenas um período. Infelizmente mais tarde, Demas se desviou. Ao escrever a Timóteo Paulo diz: "Demas me abandonou, tendo amado o mundo presente..." (II Timóteo 4: 10). Se hoje estamos de pé, precisamos orar para que amanhã não estejamos caídos (Coríntios 10:12; Romanos 11:2o). Demas tinha sido um nome de honra, agora era de vergonha. Vamos vigiar para que o mesmo não nos aconteça.

3.5 LUCAS: Lucas é um dos maiores escritores do Novo Testamento. Foi ele quem escreveu o terceiro livro do Novo Testamento, bem como o livro de Atos dos Apóstolos, Paulo o chama de médico amado (Colossenses 4:14). Ao escrever a Timóteo ele diz que todos os havia abandonado, exceto Lucas (II Timóteo 4:11 ). Era um companheiro e tanto. Paulo faz questão de citá-lo também nominalmente em sua carta a Filemom. Foi um nome de honra


4 - UMA PALAVRA FINAL DE SAUDAÇÃO- "A graça do Nosso Senhor Jesus Cristo seja com o vosso espírito" (v. 25). Estas foram as últimas palavras de Paulo em sua carta a Filemom. Podemos considerá-las como uma despedida mecânica e sem muito significado. Mas também podemos considerá-la como uma palavra que nunca se desgasta por mais que a usemos. Uma expressão que nunca perde o seu valor, por mais que a leiamos ou a escrevamos. A palavra "GRAÇA", diz respeito ao amor de Deus, aquilo que Deus faz no coração do homem que crê. Graça é perdão, é redenção. A palavra "SENHOR" aplicada a Jesus tem um significado todo especial no tempo de Paulo, no primeiro século. 0 imperador Romano era considerado Senhor. Chamar Jesus de Senhor era dizer que Ele era superior a César. Se partirmos para o Velho Testamento precisemos dizer que a palavra SENHOR era aplicada a Javé. Deus era o Senhor. Jesus é Deus. A graça de Jesus é a graça de Deus, o Senhor. A expressão "JESUS CRISTO" é especial. Jesus é o nome histórico do Filho de Deus. Cristo é o ungido de Deus, em termos veterotestamentário, ou à luz da teologia do Velho Testamento, o CRISTO é o messias prometido a Israel que libertaria o povo de Deus. Ora, é simplesmente impossível passar todo o significado desta maravilhosa saudação final de Pauto a Filemom. Paulo quer todo o bem do mundo, ou seja, Paulo quer o melhor bem do mundo para o espírito de seu amigo, o que significa a pessoa de seu amigo. "Com o vosso espirito", significa com a sua vida, com a sua pessoa, com o seu ser.

CONCLUSÃO Em qualquer situação o que mais nós precisamos é da graça do Senhor Jesus Cristo. Para sermos uma benção, um motivo de honra e não de desonra o que mais nós precisamos é da graça de Jesus. É isso que eu desejo para você, para o seu espírito, de todo o coração.

Estudo da carta de Paulo a Filemom - Parte IX

INTRODUÇÃO Hoje estamos chegando ao final desta carta que encerra tantas lições. Vejamos as mensagens que os versículos finais contém.

1 - A EXPECTATIVA DE PAULO EM RELAÇÃO A FILEMOM (vers.21) - "Escrevo-te confiado na tua obediência, sabendo que farás ainda mais do que te peço". Pauto esperava que Filemom o ouvisse. Paulo esperava que Filemom o atendesse. Paulo esperava que Filemom fosse além da letra Paulo esperava que Filemom entendesse o espírito de sua intercessão. Paulo esperava que Filemom fosse além da Lei para alcançar também a graça.

Deus vai sempre além daquilo que pedimos ou pensamos (I Coríntios 2:9). O homem que estava morrendo na cruz disse a Jesus: "Lembra-te de mim quando entrares no teu reino". E para a surpresa dele e nossa, Jesus lhe respondeu dizendo: "Hoje estarás comigo no Paraíso"(Lucas 23: 42-43).
Erramos quando os que presidem sobre nós nos solicitam algo e nós fazemos apenas e tão somente aquilo que foi pedido. Precisamos de ir além. Quando fazemos mais do que foi pedido produzimos gozo e alegria não apenas no coração daquele que nos solicita um favor, mas em nosso próprio interior. Fazer simplesmente o que se pede é obrigação, ir além é graça. Isso não significa que nunca podemos dizer não. É claro que temos direito de dizer não. Quando os pedidos não estão de acordo com o espírito do evangelho de Jesus precisamos dizer não.

Paulo tinha uma expectativa. Ele esperava que Filemom fosse além que ele pedia Eles eram amigos. Eram companheiros. Estavam próximos um do outro. Daí tal expectativa.
Vale a pena parar e pensar em nossos relacionamentos neste momento. Pensamos em termos de expectativas. O patrão tem uma expectativa em relação ao empregado; o empregado tem suas expectativas em relação ao patrão, o marido tem suas expectativas em relação à esposa, e vice-versa. Poderíamos falar o mesmo em relação ao pai, ao filho, ao pastor, aos membros da igreja, aos líderes, aos amigos e assim por diante. Seria o caso de perguntarmos se nossas expectativas são justas. Seria o caso de perguntarmos se temos atendido as expectativas das pessoas em relação a nós. Seria o caso de perguntarmos se temos compartilhado as nossas expectativas para com as pessoas, porque, pode ser que alguém esteja falhando conosco porque não temos compartilhado com essa pessoa a nossa expectativa, e precisamos compreender que esperar que outra pessoa adivinhe nossas expectativas é uma expectativa injusta. Paulo disse a Filemom quais eram suas expectativas.

2 - A EXPECTATIVA DE PAULO EM RELAÇÃO A SUA SITUAÇÃO (vers. 22) - "E ao mesmo tempo, prepara-me também pousada, pois espero que pelas vossas orações vos hei de ser concedido". Paulo estava otimista com respeito a situação de aprisionamento. Ele cria na sua absolvição. Ele cria na sua libertação. Esperava que fosse solto logo. Pede que Filemom prepare hospedagem para ele. Cria nas orações dos crentes em seu favor, além disso, interpretava aquele momento com otimismo e esperança.
Em sua carta a Timóteo sua situação psicológica era outra. Estava preso também (II Timóteo 1:8). Porém sem amigos. Estava experimentando o abandono de todos: "Bem sabeis isto, que me abandonaram todos os que estão na Ásia..." (II Timóteo 1:15). Não tinha mais esperança de libertação. Aguardava apenas a sentença de morte: "Quanto a mim, já estou sendo derramado como libação, e o tempo de minha partida está próximo..." (II Timóteo 4:6-16).

O mesmo acontece conosco. Em diferentes momentos de nossa vida temos diferentes expectativas em relação ao futuro. Há anos ou meses, ou semanas ou dias que tudo parece nublado, difícil, triste, é o fim de todas as coisas. Nos sentimos arrasados. Há outros momentos que são completamente diferente. Há brilho em nossos olhos. A luz brilha em nosso horizonte. Em qualquer circunstância Jesus é indispensável. É ele que nos dá o equilíbrio que precisamos para prosseguir na vida. Paulo estava em Cristo nos momentos de esperança e nos momentos de desesperança. A vida não é um mar só de rosas. Há espinhos também. Nem sempre a situação é boa. Nem sempre as expectativas são as melhores, muitas vezes é exatamente o contrário. Ora, quando Paulo escreve aos Filipenses é exatamente disso que ele fala: "Sei passar falta, e sei também ter abundância... ter fartura, como passar fome; ter abundância, como em padecer necessidade" (Filipenses 4:12). Jesus não nos isenta ou livra de experimentar tais circunstância, mas Ele as experimenta conosco e dá-nos o suporte para atravessá-las. Naquele momento que escrevia a Filemom, Paulo estava bem. Suas expectativas eram ótimas. Mas houve momentos difíceis na sua vida. Eu não sei como as coisas estão para você hoje. Talvez estejam boas, talvez ruins. Independente de como elas estejam é bom compartilhá-las com seu grupo, assim todos juntos podem orar uns pelos outros, e podemos sentir mais facilmente a presença de Jesus em nós.

3 - NOMES DE HONRA (vers. 23-24) - Paulo não estava sozinho. Tinha o carinho e o companheirismo de vários irmãos. Paulo teve o cuidado de citá-los nominalmente. Vejamos um pouco de cada um.
3.1 EPAFRAS: Paulo diz que Epafras era seu companheiro de prisão. Ele era membro da igreja de Colossos. Quando Paulo escreve aos Colossenses ele diz: "Saúda-vos Epafras que é de vós". E faz outros comentários dizendo que o mesmo lutava em orações em favor dos membros de sua igreja com um propósito muito claro: "Para que eles permanecessem perfeitos e plenamente seguros em toda a vontade de Deus". O carinho de Epafras não era algo bairrista Ele tinha amor pelos que estavam em Laodicéia, Hierápolis igualmente (Colossenses, 4:12-13). Será que temos orado com propósitos claros por aqueles que estão sendo alvo de nossa intercessão? Será que conseguimos orar por pessoas que não pertencem ao nosso grupo? Os motivos de nossas orações estão limitadas apenas àqueles que pertencem ao nosso meio? Paulo dava testemunho em favor de Epafras. Quem poderá testemunhar em favor de nós?

3.2 MARCOS: Tudo indica que este Marcos era o mesmo João Marcos que causou a separação de Paulo e Barnabé numa viagem missionária (Atos 15:36, 40). Antes Marcos era motivo de tristeza para Paulo, agora ele era motivo de alegria, de consolo. Antes causou problemas agora ajudava na solução dos problemas. Quando Paulo escreveu a Timóteo ele pediu a Timóteo que levasse consigo Marcos, e acrescentou dizendo: "porque me é muito útil no ministério" (II Timóteo 4:11). Se antes fomos inúteis, hoje podemos ser úteis. Marcos era filho espiritual de Pedro o apóstolo (I Pedro 5:13). A mãe de Marcos se chamava Maria, e a Igreja se reunia em sua casa (Atos 12:12). Marcos foi um nome de honra. O segundo livro do Novo Testamento foi escrito por ele. Louvado seja a Deus por sua vida. Quando Paulo estava preso pela primeira vez, ao escrever esta carta à Filemom, Marcos estava ao seu lado.
3.3 ARISTARCO: Aristarco estava com Paulo por ocasião de sua missão evangelística em Éfeso. A Bíblia o chama de Macedônio e companheiro de Paulo (Atos 19:29). Ao escrever aos Colossenses Paulo cita nominalmente chamando-o de "meu companheiro de prisão" (Colossenses 4: 10). Não tem como exagerar na importância de tais amigos na hora da necessidade. Aristarco era outro nome de honra.
3.4 DEMAS: Demas foi cooperador por apenas um período. Infelizmente mais tarde, Demas se desviou. Ao escrever a Timóteo Paulo diz: "Demas me abandonou, tendo amado o mundo presente..." (II Timóteo 4: 10). Se hoje estamos de pé, precisamos orar para que amanhã não estejamos caídos (Coríntios 10:12; Romanos 11:2o). Demas tinha sido um nome de honra, agora era de vergonha. Vamos vigiar para que o mesmo não nos aconteça.

3.5 LUCAS: Lucas é um dos maiores escritores do Novo Testamento. Foi ele quem escreveu o terceiro livro do Novo Testamento, bem como o livro de Atos dos Apóstolos, Paulo o chama de médico amado (Colossenses 4:14). Ao escrever a Timóteo ele diz que todos os havia abandonado, exceto Lucas (II Timóteo 4:11 ). Era um companheiro e tanto. Paulo faz questão de citá-lo também nominalmente em sua carta a Filemom. Foi um nome de honra


4 - UMA PALAVRA FINAL DE SAUDAÇÃO- "A graça do Nosso Senhor Jesus Cristo seja com o vosso espírito" (v. 25). Estas foram as últimas palavras de Paulo em sua carta a Filemom. Podemos considerá-las como uma despedida mecânica e sem muito significado. Mas também podemos considerá-la como uma palavra que nunca se desgasta por mais que a usemos. Uma expressão que nunca perde o seu valor, por mais que a leiamos ou a escrevamos. A palavra "GRAÇA", diz respeito ao amor de Deus, aquilo que Deus faz no coração do homem que crê. Graça é perdão, é redenção. A palavra "SENHOR" aplicada a Jesus tem um significado todo especial no tempo de Paulo, no primeiro século. 0 imperador Romano era considerado Senhor. Chamar Jesus de Senhor era dizer que Ele era superior a César. Se partirmos para o Velho Testamento precisemos dizer que a palavra SENHOR era aplicada a Javé. Deus era o Senhor. Jesus é Deus. A graça de Jesus é a graça de Deus, o Senhor. A expressão "JESUS CRISTO" é especial. Jesus é o nome histórico do Filho de Deus. Cristo é o ungido de Deus, em termos veterotestamentário, ou à luz da teologia do Velho Testamento, o CRISTO é o messias prometido a Israel que libertaria o povo de Deus. Ora, é simplesmente impossível passar todo o significado desta maravilhosa saudação final de Pauto a Filemom. Paulo quer todo o bem do mundo, ou seja, Paulo quer o melhor bem do mundo para o espírito de seu amigo, o que significa a pessoa de seu amigo. "Com o vosso espirito", significa com a sua vida, com a sua pessoa, com o seu ser.
para o seu espírito, de todo o coração.

Pastor Washington Roberto do Nascimento


CONCLUSÃO Em qualquer situação o que mais nós precisamos é da graça do Senhor Jesus Cristo. Para sermos uma benção, um motivo de honra e não de desonra o que mais nós precisamos é da graça de Jesus. É isso que eu desejo para você,


´